Graça Machel joga nas 11!
É Presidente do Conselho de Administração da Universidade da Cidade do Cabo. Foi recentemente nomeada presidente da Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS – sigla em inglês), ligada à Universidade de Londres.
Na USP
Em um seminário na Universidade de São Paulo, a moçambicana ativista dos
direitos humanos e mulher do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela,
reconhece os problemas da África, mas afirma: O continente está
“mudando para melhor”.
Guerras civis, fome, miséria e várias epidemias, especialmente a da
aids, podem fazer qualquer declaração otimista sobre a África parecer
ingênua. Não quando a perspectiva positiva vem de uma pessoa como a
moçambicana Graça Machel.
Graça
criou em 1990 a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, que
ajudou a reduzir o índice de analfabetismo do país para 52% da população
(taxa ainda muito alta, mas bem menor do que os 93% de analfabetos
moçambicanos na época da independência).
Sobre
o combate à aids na África, Graça afirmou que alguns países estão
evoluindo bem na contenção do número de infectados entre os homens mais
jovens, mas ainda há muita resistência entre os mais velhos. Dos 33
milhões de contaminados com o vírus HIV no mundo, 22,5 milhões vivem nos
países da África Sub-Saariana. “As mulheres são as principais vítimas
da doença, e os homens têm de entender que a proteção deve ser mútua.”
Apesar dos números ainda alarmantes, Graça diz que o cenário é mais
animador. "Há mais esperanças na África do que jamais houve"
O
seminário serviu para a USP entregar a Graça o certificado do título de
doutor honoris causa para Nelson Mandela. “Não sou meu marido para dizer com aquela voz forte: 'Thank you
very much (muito obrigado)',
mas certamente ele está honrado com essa homenagem". Graça afirmou
que espera que Mandela sinta, mesmo longe da vida pública, que sua luta
continua. "Que ele sinta que, quer do ponto de vista das instituições,
da juventude do mundo, e em particular do Hemisfério Sul, vão continuar
as lutas justas dos nossos povos e criar um mundo de igualdade e
equidade para todos.”
FHC
disse que era a USP quem deveria se sentir homenageada por associar seu
nome a Mandela. “Sou privilegiado por ser amigo desse casal. Mandela
não precisa falar, é só estar em algum lugar para transmitir liderança,
sabedoria. É assim com a Graça também”.
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