quarta-feira, 9 de maio de 2012

Graça Machel visita o Brasil e fala da sua Moçambique

Graça Machel joga nas 11! 

Graça Machel se formou em Lisboa de onde voltou para lutar pela independência de Moçambique, foi primeira-dama durante 14 anos, até a morte do seu marido, Machel. Foi Ministra da Educação de Moçambique e casou-se na década de 1990 com o Nobel da Paz, Nelson Mandela. Ativista dos Direitos Humanos, Graça é também uma das grandes vozes da África no mundo.
É Presidente do Conselho de Administração da Universidade da Cidade do Cabo. Foi recentemente nomeada presidente da Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS – sigla em inglês), ligada à Universidade de Londres.


Na USP

Em um seminário na Universidade de São Paulo, a moçambicana ativista dos direitos humanos e mulher do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, reconhece os problemas da África, mas afirma: O continente está “mudando para melhor”.

Guerras civis, fome, miséria e várias epidemias, especialmente a da aids, podem fazer qualquer declaração otimista sobre a África parecer ingênua. Não quando a perspectiva positiva vem de uma pessoa como a moçambicana Graça Machel.

Graça criou em 1990 a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, que ajudou a reduzir o índice de analfabetismo do país para 52% da população (taxa ainda muito alta, mas bem menor do que os 93% de analfabetos moçambicanos na época da independência).

Sobre o combate à aids na África, Graça afirmou que alguns países estão evoluindo bem na contenção do número de infectados entre os homens mais jovens, mas ainda há muita resistência entre os mais velhos. Dos 33 milhões de contaminados com o vírus HIV no mundo, 22,5 milhões vivem nos países da África Sub-Saariana. “As mulheres são as principais vítimas da doença, e os homens têm de entender que a proteção deve ser mútua.” Apesar dos números ainda alarmantes, Graça diz que o cenário é mais animador. "Há mais esperanças na África do que jamais houve"

O seminário serviu para a USP entregar a Graça o certificado do título de doutor honoris causa para Nelson Mandela. “Não sou meu marido para dizer com aquela voz forte: 'Thank you very much (muito obrigado)', mas certamente ele está honrado com essa homenagem". Graça afirmou que espera que Mandela sinta, mesmo longe da vida pública, que sua luta continua. "Que ele sinta que, quer do ponto de vista das instituições, da juventude do mundo, e em particular do Hemisfério Sul, vão continuar as lutas justas dos nossos povos e criar um mundo de igualdade e equidade para todos.”

FHC disse que era a USP quem deveria se sentir homenageada por associar seu nome a Mandela. “Sou privilegiado por ser amigo desse casal. Mandela não precisa falar, é só estar em algum lugar para transmitir liderança, sabedoria. É assim com a Graça também”.




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